Novos diagnósticos, tratamentos e cirurgias oculares contribuem para a qualidade de vida dos idosos. 1º de outubro é

o Dia Internacional do Idoso e é preciso estar atento às doenças que podem prejudicar a visão dessa população.

Os cuidados com a visão devem começar desde o nascimento, mas é após os 40 anos que eles precisam ser intensificados. A maturidade e a terceira idade são as fases mais propensas para o desenvolvimento de patologias oculares como Presbiopia (vista cansada), Catarata, Glaucoma e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

A maioria dessas doenças é ocasionada por um processo natural de envelhecimento do ser humano, como o enrugamento da pele e o surgimento de cabelos brancos. Segundo o Dr. Jorge Mitre, oftalmologista especializado em Retina, a baixa visão acarreta uma significativa limitação de tarefas que pode contribuir para o afastamento do mercado de trabalho, isolamento da sociedade, fortalecimento de algumas doenças e o surgimento de novas, como a Depressão.

Para evitar esses transtornos para essa parcela da população, especialistas indicam consultas ao oftalmologista e exames preventivos periódicos, no mínimo a cada ano após os 40 anos de idade.

“As principais patologias oculares que afligem essa faixa etária são a Catarata e a DMRI. Para combatê-las e melhorar a qualidade de vida dos portadores, o mercado oftalmológico tem apresentado inéditas tecnologias diagnósticas e cirúrgicas, além de modernas terapias. Essas inovações permitem a detecção precoce, início antecipado de tratamentos e intervenções cirúrgicas que recuperam a visão”, afirma Dr. Mitre.

A Catarata, principal causa de cegueira em todo o mundo, é uma lesão ocular muito comum em idosos, que torna a visão opaca e cristalina. Não há estudos que indiquem os fatores desencadeadores, mas alguns hábitos, como tabagismo e ingerir bebidas alcoólicas em excesso podem ampliar a probabilidade de desenvolver a doença.

O método mais eficaz de combatê-la é a cirurgia que elimina a lesão e implanta uma lente intra-ocular. As lentes atuais disponíveis no mercado são extremamente flexíveis, podendo ser inseridas com menos de 3mm de incisão e dispensam o uso de óculos após o procedimento. O paciente não precisa ficar internado e pode voltar às suas atividades normais em até 48 horas.

Já a DMRI acomete a área central da retina, a mácula, e provoca as drusas, depósitos amarelados ocasionados por uma falha no sistema de transporte de nutrientes à retina. Alguns casos avançados podem acarretar perda do campo visual, mas, geralmente, os pacientes só percebem que estão com obstruções na retina por meio de exames oftalmológicos.

O tratamento deve ser baseado em uma dieta rica em vegetais e folhas verdes e pobre em gorduras, além do uso de vitaminas e antioxidantes e frequente ingestão da luteína (pigmento amarelo contido na gema de ovo). No estágio avançado da DMRI, os pacientes podem se submeter às injeções intra-oculares de substâncias que freiam o desenvolvimento da doença, principalmente a forma de membrana neovascular da DMRI. Outro tratamento é a terapia fotodinâmica (PDT) na membrana neovascular subretiniana, que preserva o tecido retiniano e melhora o campo de visão.

A melhor recomendação para maiores de 40 anos é estar atento ao menor sinal de diminuição da visão e dor de cabeça excessiva. Paralelo a essa atenção especial com a saúde ocular, as pessoas dessa faixa etária devem procurar um oftalmologista periodicamente. “Apenas um especialista em olhos poderá realizar testes e prescrever exames que diagnostiquem se há alguma anormalidade em sua visão”, conclui Dr. Mitre.

Fonte: Portal Dr. Visão

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