Diagnosticar problemas oculares em crianças é tarefa difícil, sobretudo se elas ainda não aprenderam a falar e expressar o que sentem. Mas existem algumas pistas que podem ajudar os pais ou responsáveis a identificar. Sentar muito próximo a TV, maior sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo, apertar os olhos para tentar enxergar melhor e dor de cabeça são alguns desses sinais. Em relação ao comportamento, a criança pode apresentar desinteresse na escola e nas brincadeiras, andar de cabeça baixa, tornar-se introvertido.
Muitos problemas oculares devem ser diagnosticados e corrigidos através do uso de óculos, como por exemplo, os erros refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo) e o estrabismo. No entanto, vários outras doenças podem apresentar os mesmos sintomas e serem mais complexas e de difícil solução. É o caso da ambliopia ou “olho preguiçoso”, a catarata congênita, o glaucoma e o retinoblastoma.

Em razão desses problemas é que o teste do olhinho deve ser realizado assim que a criança nasce. É um exame simples, rápido e não dói. Consiste na identificação de um reflexo vermelho que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O reflexo é visto quanto o eixo óptico não tem nenhum obstáculo à entrada da luz. Isso significa que a criança terá desenvolvimento normal da sua visão. Mas se isso não acontecer é porque há um problema que deve ser investigado com urgência a fim de possibilitar o tratamento no tempo certo.

A visão de uma criança se assemelham a de um adulto por volta dos 5 anos, mas seu desenvolvimento total se dá aos 7 anos de idade. Por isso, se houver necessidade de correção e tratamento de algum problema ocular isso deve ser feito nos primeiros anos de vida para não piorar.  Mas atenção! O médico Oftalmologista é habilitado para identificar o real problema e propor o tratamento adequado!

A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica recomenda avaliações semestrais até os dois anos e, a partir daí, anualmente.